terça-feira, 24 de novembro de 2009

Conte-me seus Sonhos e Estudo Interpretativo 2009-2010!!

*** Para quem encomendar o Estudo Interpretativo 2009/2010 (explicado abaixo), estarei à sua disposição para, SE QUISER, compartilhar comigo os sonhos que terá em 2010. Quando sonhar e quiser me contar o que sonhou, poderemos conversar a respeito de possíveis interpretações para tais sonhos - sempre levando em consideração os seus ciclos numerológicos. O objetivo é fazer uma associação entre as mensagens de seus sonhos e os aprendizados de seu 2010. E essa dinâmica me ajudará na pesquisa que faço para escrever um livro sobre NUMEROLOGIA E SONHOS. ***
 
Saudações REFLEXIVAS e PREPARATÓRIAS a todos!!
 
Tem refletido sobre as lições que 2009 trouxe pra você??
 
Tem vontade de se preparar para os aprendizados envolvidos nos
desafios e oportunidades relativos ao seu ano de 2010??
 
Se sim, nada melhor do que encomendar, neste final de ano, este estudo
interpretativo que terá as seguintes interpretações:
 
***Sobre 2009:***
Os desafios, as oportunidades e os aprendizados de 2009 pra você.
E o que tem vivido - interna e externamente - neste último trimestre de 2009
(Outubro, Novembro e Dezembro), com ênfase na área profissional, afetiva e
familiar.
Uma comparação entre seu 4o.Trimestre de 2009 e seu Ano de 2009.
 
***Sobre 2010***
Os desafios, as oportuniades e os aprendizados de 2010 pra você.
As questões afetivas de 2010
As situações profissioais de 2010
As dinâmicas familiares de 2010
E a sua vida social em 2010
Além de uma análise detalhada de seus quatro trimestres de 2010, na qual
abordaremos também a sua vida amorosa, profissional e familiar em cada um
deles. E as associações entre cada Trimestre com o seu Ano de 2010.
 
Assim poderá extrair mais conscientemente as lições deste
ano de 2009 e de seu 2010 (a fim de se preparar para aproveitar o que
estará disponível em sua trajetória existencial no ano que vem).
 
Esse estudo interpretativo será enviado ao seu e-mail. E estarei à sua
disposição DURANTE TODO O ANO DE 2010 (sem NENHUM ônus adicional) para
prosearmos (via e-mail e/ou MSN/SKYPE) sobre eventuais dúvidas e/ou questões que
queira aprofundar e compreender melhor.
 
Se quiser encomendá-lo comigo, basta enviar-me um e-mail:
lestat344@yahoo.com.br
 
O preço deste investimento? R$120,00 (cento e vinte reais).
 
Beijãozão nocês...
Yub


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sábado, 21 de novembro de 2009

Reflexões sobre a Macumba, o Despacho e a Oferenda!

Mensagem inicialmente postada na lista Voadores do yahoogrupos.
 
Saudações FILÓSOFICO-PSICOLÓGICAS a todos!!


Antes de mais nada, quero dizer para os especialistas (tal como o Sepe, por
exemplo) me corrigirem se eu falar alguma bobagem, ok? Eu vou apenas
compartilhar com vcs o que venho refletindo há algum tempo sobre as
questões que envolvem o título desta mensagem.

Vou complementar/detalhar esta mensagem que enviei na 2a.feira:

http://br.groups.yahoo.com/group/voadores/message/93759

Qdo eu era mais novo, tinha medo de macumba. Ao mesmo tempo, ficava
fascinado por tudo que envolve Magia. Tanto que me enveredei pelo estudo
do ocultismo na década de 90. Nesta mesma época, frequentei a Igreja
Universal do Reino de Deus e depois fui para a Igreja Batista de
Contagem (onde a família de meu cunhado atua ativamente).

Toda sexta-feira, eu e o pessoal da igreja batista dirigida pela família de meu
cunhado íamos ao Monte. Era um monte dentro de uma fazenda onde várias
 pessoas, de diversas igrejas, se reuniam durante a noite. Ficávamos lá até
o dia amanhecer. Vários grupos ali se encontravam. E cada qual focado
num determinado tipo de prática. Uns iam para orar, outros para falar em
línguas, outros para jejuar, enfim, diversas práticas e atividades rolavam lá.

Lembro-me que após essa vigília, passávamos por várias ruas e encruzilhadas
na volta. E uns integrantes da igreja que eu frequentava desciam da kombi e
iam expulsar demônios nos despachos encontrados nas encruzilhadas.
Aquela situação me chocava e, ao mesmo tempo, me encantava.

Eu ficava imaginando os espíritos que encontravam-se ali, diante dos
despachos, sendo chutados pela veemente postura exorcista desses caras que
desciam de nossa kombi.

Passaram-se os anos e eu mergulhei bastante (como ainda faço) na Psicologia
Analítica. E ao ver o filme BESOURO, encontrei uma resposta para minha
dúvida a respeito do porquê aquela cliente minha (citada na mensagem anterior)
está sempre enxergando uma investida espiritual destrutiva por parte de Exus e
espíritos obsessores em cada esquina, em cada pessoa com quem estabelece
algum tipo de contato - por mais superficial e rápido que este ocorra.

Escrevo bastante aqui sobre a importância de não nos enxergarmos
exclusivamente como "bons cidadãos", dotados dessa persona "cristã", correta
e aparentemente perfeita. Excluir nosso lado obscuro, aquele que também possui
inveja, vaidade e arrogância/orgulho, é um perigo. Esse lado Sombra de nossa
psique acaba cobrando sua "oferenda." Precisamos, tal qual Besouro fez,
reverenciar Exu: reconhecer essa faceta de nossa natureza.

Porque caso não aceitemos que temos esse lado, que existe essas
características e atitudes em nós, a Sombra poderá nos causar problemas.
Ou a projetaremos nos outros e os veremos como ameaçadores OU esse lado vai
tomar conta da gente e nos impulsionar a expressa-lo de forma destrutiva/negativa
e dolorosa.

Essa minha cliente, como falei, se considera muito correta, "santa", desprovida
de sentimentos humanos como inveja, ciúmes, vaidade, orgulho. Não dá outra:
enxerga a Sombra, essas características, nos outros. Não estabelece amizades
porque tem medo do olho gordo das pessoas que entrariam em sua vida. Está
sempre com medo dos efeitos de algum trabalho de macumba que venha a destruir
sua vida individual, conjugal e familiar.

O último episódio foi o de considerar a doença de sua mãe como obra do último
trabalho/despacho (colocar na encruzilhada os restos de um trabalho de limpeza
na casa de sua mãe). Como não entregou essa "oferenda" aos Exus, eles então
vieram cobrar, fazendo adoecer a sua mãe.

Conectando esse evento com o que apreendi do filme Besouro, fiquei pensando:

De que forma os Exus ou Espíritos mais densos se alimentam dos despachos
físicos, de objetos e alimentos???

Até que ponto essa oferenda aos Exus/Espíritos Demoníacos não está
representando a necessidade de oferecermos a nosso lado SOMBRA uma
reverência ao seu poder?

Acho que a consciência e intenção são chaves significativas nesse processo de
trabalhar a Sombra. Pra mim, essa oferenda, por meio de um despacho, aos
EXUS representa um ritual de reverência à Sombra. E se fizermos isso de um
outro modo, psicologicamente falando, ao aceitar que temos sentimentos e
desejos nada "cristãos" e "corretos", creio que a reverência à Sombra será
mais efetiva.

Porque não vejo como um despacho fará com que trabalhemos nossa sombra.
Porque estaremos ainda desconectados da mesma. Afinal, estamos enxergando
a sombra FORA de nós, ou seja, PERSONIFICADA NUMA ENTIDADE:
Exus/Espíritos Trevosos.

A Sombra continua projetada nessa personificação. E enquanto ela não é
introjetada, trabalhada inicialmente de modo interno, não teremos condições de
canalizar seu poder no mundo externo, com atitudes e atividades propícias a
esse tipo de desenvolvimento da Sombra.

Bem, é isso!

Beijãozão nocês...
Yub


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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Besouro, Orixás, Oferendas e Sincronicidades!!

 

 

Saudações REFLEXIVAS a todos!!

 

Vi o filme BESOURO. Gostei! Eu recomendo. Não é um filme SENSACIONAL... mas vale a pena assistir.

 

Depois das opiniões da galera aqui, tais como do Sepe, do aluno, por exemplo, eu me senti mais motivado ainda a ver o filme. Por quê? Porque pelo que vcs falaram, o filme aborda questões que eu venho refletindo desde o ano passado: exu, oferendas, influência espiritual, etc.

 

Atendi uma mulher de 40 anos no ano retrasado. Ela veio até mim porque seu marido teve um surto. Já vinha apresentando um quadro repleto de perseguições. Ele se considerava perseguido e tava pirando. Até que teve um surto, passou a ir a um psiquiatra e precisou ser medicamentado.

 

Essa mulher é muito religiosa. Como ela foi me contando o desenrolar do caso de seu marido e de sua vida conjugal, eu fui conhecendo a personalidade dela mais profundamente. E percebi o quanto ela se sente constantemente perseguida por trabalhos de macumba, olho gordo e inveja.

 

Tudo o que ocorre de ruim com ela, as filhas, o marido e os pais, ela atribui a uma causa espiritual. Como conhece uma benzedeira, esta vive pedindo para essa mulher fazer uns trabalhos contra estes outros que ela acredita receber.

 

A última "obra" dos obsessores foi contra sua mãe. Problemas de saúde da mãe são atribuídos a um trabalho não feito por essa mulher à meia-noite numa encruzilhada. Os espíritos, segundo essa benzedeira, estão cobrando essa oferenda.

 

Conversei com ela na quinta-feira passada. Tentei mostrar para ela um outro lado e desmistificar certas coisas. Foi em vão. Ela é muito fanática nessas crenças. Além de se considerar uma pessoa que não sente inveja, não lança olho gordo e nem deseja mal a ninguém.

 

Eu desconfio de pessoas assim, porque elas não estão se considerando humanas. E isso é um perigo. É o momento em que a Sombra acaba se apossando de alguém. Afinal, se não reconhecemos, aceitamos e compreendemos que é natural sentir inveja, ciúmes, ter desejo de bater, etc., é como se nos considerássemos acima do humano, superiores. E o demônio da hybris surge. Na maioria das vezes, através da projeção nossa desse nosso lado em alguém ou algo fora. Essa minha cliente enxerga apenas que todas as pessoas fora do seu círculo familiar sente e expressa esse lado feio. Ou seja, ela projeta em tudo e em todos, enxergando em cada esquina uma conspiração persecutória.

 

Então, decidi ver o filme Besouro para entender melhor essa questão de corpo fechado, oferendas e a influência de exú. E ficou bem claro na relação de Besouro com o Exú, desde quando este aparece para aquele. Não vou estragar o filme, mas quando Besouro, por determinados motivos e circunstâncias, se deixa levar pelo orgulho e pela vaidade, Exú aparece cobrando reverência.

 

A Sombra quer ser respeitada, reconhecida. Precisamos saber a força desse lado sombrio, obscuro e animal existente em cada um de nós. Senão fazemos isso, ele toma conta de nós. E se torna, assim, por nossa decisão – muitas vezes inconsciente – uma força destrutiva.

 

Logo quando eu e a Cris saímos do cinema, fomos à livraria, no mesmo Shopping, o Diamond. Tinha combinado de comprar um livro de psicologia para a Cris. Ao chegarmos na prateleira onde tínhamos visto tal livro antes, eu me deparei com o segundo volume das Cartas de Jung. Estava me deliciando com a sua leitura enquanto a Cris procurava o livro que queria.

 

Nesse processo, antes de achar o respectivo, a Cris achou outros dois livros. Ela me chamou e me mostrou.

 

O primeiro: Homens maus fazem o que homens bons sonham: um psiquiatra forense ilumina o lado obscuro do comportamento humano.

 

O outro: Ori Axé: a dimensão arquetípica dos orixás

 

EITA!!!! PQP!!! Os livros que precisava e tanto queria para me aprofundar nos assuntos que aqui reflito de forma breve se apresentaram para mim. A Cris me mostrou. Decidimos compra-los, juntos com o que já planejáramos comprar.

 

Impressionante...

 

Agora, se a chuva assombrosa parar e a luz voltar aqui em casa: escrevo no notebook com a bateria já acabando, iremos assistir o filme belamente indicado pelo Láz e pela Cammy: ANTICRISTO.

 

Beijos de uma LUA NOVA EM ESCORPIÃO ocorrida hoje (2a.feira) por volta das dezessete horas...

Yub



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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Então... co-criar é isto?

 

Há algum tempo, cerca de um ano, eu não entrei em contato com algo sobre co-criação. Já escrevi bastante sobre minhas experiências e reflexões a respeito da arte de co-criar a realidade. E parece que fiquei praticando e testando consideravelmente o que envolve esse tema.

 

Na semana passada, tirei um tempo do meu dia para reler a transcrição do programa Roda Viva de 2008. Aquele com a participação do Amit Goswami. Puxa, foi muito enriquecedor. Observei certos detalhes com outros olhos. E tive uma experiência legal quando me questionei sobre como, então, devo co-criar a realidade. Compartilho agora com vocês.

 

Amit Goswami dá um exemplo bem interessante. Vou resumir: imagine uma situação em que você e uma amiga sua, cada um dirigindo o seu carro, se deparam com um cruzamento à frente. Ambos estão com pressa e precisam cumprir certos compromissos. Cada qual deseja que o sinal esteja aberto para si. Criam esse desejo. E procuram criar essa realidade. Como fica? O sinal ficará verde para quem?

 

Amit diz:

"A consciência é não-local. É justamente isso que falta na expectativa do senso comum, que preconiza a possibilidade de mudar uma possibilidade em um evento real com o cérebro a partir da nossa identidade comum e local, escolhendo assim coisas desejáveis para nós. Nós não podemos, infelizmente."

 

Então, que diabos é co-criação? Como co-criar? O que é consciência não-local, já que a nossa consciência individual é considerada uma consciência local.

 

Aqui entra a minha vivência.

 

O Cruzeiro enfrentou o Santo André pelo Campeonato Brasileiro na 4a.feira retrasada. Perdia de 1 x 2 até os 38 minutos do 2o.tempo. Até os 45, empatou. E nos acréscimos, virou o jogo. Uma vitória espetacular, dramática, por 3 x 2. Ouvi no rádio. E não vi os melhores momentos na respectiva noite.

 

Queria MUITO ver esses momentos da partida no Globo Esporte da 5a.feira. Porém, tive de sair para resolver alguns assuntos numa agência dos Correios e visitar a mãe da Cris que estava hospitalizada. Ia me encontrar com a Cris no hospital para almoçarmos na rua.

 

Esqueci de deixar o DVD gravando o programa esportivo. Saí de casa 11 horas. Resolvi os lances no correio e no banco e continuei andando. Olhei para o relógio e vi que não chegaria a tempo de assistir o Globo Esporte na recepção do hospital. Aceitei esse fato, pois já eram 12:40h. O Globo Esporte costuma começar às 12:45h aqui em BH. Estava num ponto do caminho que demoraria ainda uns 15 minutos até chegar ao hospital.

 

Tinha desejado ver os melhores momentos do jogo do Cruzeiro contra o Santo André. Mas, infelizmente, o sinal vermelho me impediria de realizar esse desejo. Outra pessoa precisava passar no cruzamento com o sinal verde...

 

Quando senti essa frustração, me entreguei. Prestei atenção na minha respiração enquanto andava e fui sentindo aquela bela serenidade. Até que me veio outra idéia:

 

- Bom, se não conseguirei assistir o Globo Esporte na recepção do Hospital, quem sabe eu não encontro os melhores momentos dessa virada espetacular do Cruzeiro na internet? Talvez no próprio site do programa, na globominas. E me entreguei ao momento. Continuei caminhando serenamente.

 

O hospital onde ia (o Vera Cruz) é na região militar. Há o 12o Batalhão de Infantaria perto e vários serviços prestados aos militares por ali.

 

Em determinado momento, nesse caminho, eu passo por uma clínica médica de militares e o que está passando na recepção??? Sim, Globo Esporte!! Justamente nos melhores momentos do jogo do Cruzeiro.

 

Quando vi a televisão ligada e o programa passando o que queria ver, sorri. Pedi licença ao militar que estava na recepção da clínica para assistir os melhores momentos. Ele permitiu e eu pude realizar meu desejo.

 

Antes de refletir a respeito, colocarei mais uma fala do Amit Goswami:

 

"O filme O Segredo é particularmente falacioso, pois ele diz que você pode atrair um desejo específico para você apenas sentando-se e esperando por ele. Eu não compartilho dessa forma de entender como as coisas são atraídas.

            "Sim, as coisas podem ser atraídas, mas você deve desejar ADEQUADAMENTE, lembrando que sua intenção deve alinhar-se com a consciência cósmica e que você deve ser criativo ao desejar.

            "Por isso você não pode simplesmente não fazer nada e esperar que as coisas venham até você. Sim, a criatividade vem a nos, mas somente se trabalharmos e esperarmos, se trabalharmos e RELAXARMOS. Isso é amplamente conhecido, que o relaxamento é necessário para uma experiência criativa."

 

Eu senti o efeito do relaxamento, o quanto a respiração feita de forma consciente me deixou relaxado, sereno e aberto ao inesperado. E a oportunidade veio ao passar em frente à clínica dos militares, onde na recepção passava os melhores momentos (realização do meu desejo). Se eu tivesse ficado reclamando, pensando no quanto a vida é injusta, no quanto me distraí ao não deixar gravando o Globo Esporte, etc., eu poderia ter perdido essa oportunidade. Ou não tê-la percebido.

 

Amit diz que "a consciência escolhe, dentre essas possibilidades, uma faceta e esta faceta se torna um evento real da experiência consciente. Essa escolha se dá no nível de um estado incomum da consciência, de unidade cósmica onde todos nós estamos interconectados. Essa interconexão da consciência é chamada de não-localidade quântica."

 

Senti que tive uma experiência co-criadora. Sim, para um desejo socialmente julgado como "ridículo": ver os melhores momentos de uma vitória de virada do time que torço. Eu sempre digo que não vale tanto a APARÊNCIA da experiência, mas, sim, o APRENDIZADO veiculado por ela. Desejo é desejo, por mais fútil ou nobre que possa parecer.

 

Lembro de um colega do Curso de Filosofia. Ele fazia o 3o.período e eu o 5o. Ele era um cara muito estranho. Ficava na dele. Não cumprimentava ninguém. Só tinha um cara que ele conversava frequentemente: o irmão da minha namorada daquela época. Esse colega do 3o.período vivia de cara fechada. E conseguia não ser contagiado pelo clima de fraternidade entre a maioria de nós. Havia uma amizade entre a galera dali, do prédio 6, onde estudantes de Filosofia, História e Letras se relacionavam de forma muito bacana.

 

No outro semestre, houve uma transformação. Ele se transformou! Passou a cumprimentar todos, ampliar seu círculo de amizades. Seu semblante mudou. Um sorriso cativante, um papo agradável e uma energia dinâmica passaram a ser irradiados pela personalidade desse colega.

 

O que fez ele mudar de tal forma??? A política!!! Sim... ele decidiu se eleger para o D.A. de Filosofia. Presidia uma chapa que iria concorrer na próxima eleição.

 

Um desejo "sujo", de se envolver com política, como alguns podem julgar (e eu assim julgava naquela época) fez ele passar por um aprendizado e tanto: vencer a timidez, se socializar, estabelecer relações e buscar a realização do que queria. Por mais que ele tenha se motivado a se relacionar para ter votos, ser eleito como presidente do DA de Filosofia, esse desejo "interesseiro" dele o levou a uma bela mudança. Mostrou ser um cara simpático, não daqueles que puxam o saco – ou se mostram muito forçados socialmente – para ter voto.

 

O que quis dizer com isso? Não importa se o desejo é fútil, "sujo", hipócrita, superficial. O que importa é o aprendizado pelo qual passaremos enquanto buscamos realizar tal desejo.

 

Beijãozão nocês...

Yub


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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um episódio marcante da minha infância...

 
Quando eu era criança, morava no Bairro Serra aqui em Belo Horizonte/MG. Mais especificamente na Rua Caraça. Na Esquina de minha rua com a Rua do Ouro, havia um bar.
 
Certa manhã, num Sábado, eu me assustei. Ouvi uma gritaria danada lá fora. Gente berrando e barulhos impactantes de porrada. Parecia que uma briga daquelas, com direito a pauladas e porretadas, envolvia muitas pessoas enlouquecidas.
 
Olhei para meus pais, complemetamente apavorado. Meu olhar de temor, principalmente por não saber o que de fato ocorria na rua e imaginando que aquela pancadaria irrompesse nossa porta, foi entendido por eles. E meu pai disse que estavam malhando o Judas. Ele complementou:
 
- Pode chegar na janela. Você verá o que é isso.
 
Eu, apreensivo (depois sobrava pra mim), cheguei todo temeroso à janela. De mansinho, estiquei meu pescoço e dei uma olhada na rua. Aí que tomei um susto danado. Vi um imenso boneco de pano, repleto de palha e roupas largas, esticado tal como um espantalho num poste de madeira. E uma renca de gente xingando e decendo a porrada com chutes, socos, porretes, vassouradas.
 
Achei aquilo tudo muito estranho. Tive uma sensação ruim. Nunca gostei de presenciar cenas de fúria de uma multidão ensandecida. Ainda mais sobre um treco tão feio que era aquele boneco. Sempre detestei espantalhos. Morria de medo deles quando os via no sítio de meu tio. Parecia gente sem vida. Não sei se a presença do espantalho servia para manter os pássaros longe da horta. Mas com certeza me mantinha bem distante dali e de toda a região que circundava as plantações.
 
Nunca mais vi aquela cena violenta e sem sentido. Sim, desde novinho procurava um sentido, um propósito, um significado para algo. Deve ser meu stellium (3 ou mais Planetas) na Casa 9. rsrs
 
Quando comecei minha viagem ao universo simbólico, principalmente por meio do estudo da Psicologia Analítica, me lembrei daquela cena. E associei JUDAS (Iscariotes, o discípulo que traiu Jesus) à nossa Sombra.
 
Então, se as pessoas reagiam daquela forma com o boneco que representava Judas, o Traidor, será que esse gesto agressivo, violento e carregado de ódio mostrava algo bem relevante a respeito do modo como elas viviam sua Sombra???
 
Hummmm... péssimo sinal.
 
Quando, no ônibus hoje, após prosear com meu amigo cineasta Luis Claudio Papini, voltava para casa, eu vi um camaradinha lendo o jornal Super. Cada estado do país deve ter um jornal desse estilo, repleto de sensacionalismo e de notícias/matérias que faltam respingar sangue em quem as lê. Aqui esse jornal se chama Super. É baratinho. E grande parte da população de baixa renda devora seu conteúdo (pelo menos, quem sabe, tal jornal exerce uma função bem bacana: pode estimular as pessoas a lerem. Sou OTIMISTA).
 
Ao ver o cara lendo aquelas notícias mais sangrentas, observei um detalhe: havia também uma notícia sobre São Judas. Lá estava escrito que hoje (dia 28/10) é dia desse santo. Não creio que tenha a ver com Judas Iscariotes. Não, não tem. É um santo que dizem ter vivido em 30 d.C. Mas foi o suficiente para eu retornar a essa associação: malhação do Judas (o Iscariotes) com o nosso modo de viver a Sombra. E agora vemos e lemos as piores notícias nos telejornais e nos jornais como um substituto ainda capenga da conscientização e expressão criativa/construtiva de nossa Sombra...
 
Às vezes acho que nós, a humanidade, não evoluímos porra nenhuma. Lembram de filmes em que pessoas são queimadas na fogueira ou enforcadas/guilhotinadas em praça pública?  Com a multidão aguardando, sedenta, o evento, como se fosse o show do ano? O que será que atraía tanta gente assim? Será que era a sensação de que há outras pessoas em piores condições e isso dava um certo alento aos que continuavam sobrevivendo? Ou simplesmente aquela avidez em assistir um ato tão brutal (ou natural?) revelava que a humanidade se nutre de tragédia, de horror?
 
 
Bodes expiatórios parecem "gastar" uma energia que cabe a nós canalizarmos. Mas como não conseguimos nem vislumbrar a existência dessa energia com um mínimo de consciência - para a empregarmos de um modo mais vital, criativo e construtivo -, é melhor alguém ser julgado, chutado, queimado e violentado, muitas vezes de forma sádia, não é mesmo?
 
Porém, caímos naquela armadilha: a projeção em alguém de algo que cabe a nós viver, faz esse alguém viver esse algo da pior maneira possível. E acumula em nós a urgência de viver essa energia, essa necessidade psíquica. Quanto mais a gente foge da vida, mais ela nos persegue...
 
Beijãozão mercúrio/sol em Escorpião em Quadratura com Marte em Leão...
Yub


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sábado, 24 de outubro de 2009

Sonhos, Sinais e Sincronicidades - parte 2

 
Na primeira parte deste artigo, escrevi sobre a importância das sincronicidades,
sinais que nos guiam sabiamente pela vida. E agora abordarei o misterioso e
fascinante mundo dos sonhos, que também nos trazem valiosas orientações.
 
            Quero logo apresentar um desafio. Ao ler a descrição de um sonho que
tive em novembro de 2007, como você a interpretaria? Qual seria a visão geral
apresentada pelo seguinte sonho?
 
            Encontro-me no meu quarto, sentado numa cadeira, escrevendo em uma
escrivaninha. Estou coberto por um véu de abelhas. Elas contornam todo o meu
corpo. E há uma luz incidindo sobre mim enquanto escrevo.
 
            Qual a atividade que está destacada nessa cena? É a escrita. Qual o
clima que permeia o meu escrever? Um clima de proteção e de iluminação ofertado
pelo ambiente seguro de meu quarto e da luz emanada no ambiente. Que detalhe se
destaca no sonho? As abelhas me circulando, formando uma espécie de escudo. E
qual seria o significado desse simbolismo?
 
            O significado deste ou qualquer sonho é, em grande parte, obtido
através da interpretação do simbolismo presente no mesmo. Para alcançar esse
objetivo, precisamos pesquisar o que cada símbolo representa para nós. A abelha,
para mim, pelo fato de serem organizadas, laboriosas e disciplinadas em seu
trabalho em equipe, simboliza tais qualidades. O detalhe no sonho evidenciava a
abelha como escudo, proteção; uma espécie de aura que circundava meu corpo. Ao
mesmo tempo, a abelha consegue sublimar em mel o frágil perfume das flores. E
consegue extrair o pólen das flores apenas roçando-lhes, sem tirar-lhes o viço.
 
            Então, o contexto geral do sonho parecia denotar uma situação na
qual eu escrevia sob a proteção e a segurança de um trabalho em equipe muito bem
organizado e disciplinado, por meio do qual se buscava extrair de mim o meu mel,
ou seja, o meu melhor.
 
            Sem contextualizar o sonho com as dúvidas, angústias, desejos e
situações cotidianas que estamos passando, ele perde muito de sua utilidade. Em
outras palavras, para encontrar aquele sentido na mensagem do sonho, precisamos
conectar com o que estamos pensando, sentindo, desejando e querendo.
 
            Na noite em que tive o sonho descrito, eu me encontrava no Rio de
Janeiro. Foi minha primeira noite na cidade maravilhosa. O objetivo da minha
viagem ao Rio? Conhecer e fazer uma parceria com a equipe Personare para
desenvolver o conteúdo dos produtos de Numerologia do portal. Eu cheguei ao Rio
sentindo aquela ansiedade que envolve uma decisão importante. Quando conheci os
sócios e funcionários do Personare, bem como a proposta humanitária da empresa,
percebi claramente a mensagem de meu sonho. Ele me direcionava a aceitar a
proposta e trabalhar junto com o pessoal. Assim foi feito.
 
            Enxerguei o quanto as abelhas representavam o trabalho da equipe
Personare. Eles conseguem extrair o melhor de mim (mel), na minha tarefa de
escrever o conteúdo de numerologia e os artigos para a Revista Personare. E me
oferecem um clima de segurança e inspiração. Meu sonho, mais uma vez, me mostrou
o caminho que devia seguir e a decisão a ser tomada. Assim o fiz. E é o que
procuro constantemente fazer.
 
            Para isso, precisamos, portanto, pesquisar os significados de cada
cena, personagem, objeto e situação que compõem os nossos sonhos. E tentar,
depois, juntar essas peças e construir um contexto geral sobre a mensagem
essencial que nosso inconsciente está nos enviando. Além disso, precisamos ter
muita consciência a respeito dos conflitos, angústias, desejos e sentimentos
vividos por nós para fazer a conexão com os sinais contidos nos símbolos do que
sonhamos. Um diário, por exemplo, é um excelente instrumento para registrar
tanto os sonhos quanto o que vivemos. Dele poderemos extrair o significado que
nos permitirá tomar decisões mais sábias, afins com a nossa trajetória
existencial.
 
Beijãozão nocês...
Yub (artigo originalmente publicado na Revista Personare)


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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Morte no Tarot, Saturno e o Limite

 

Sempre observei na prática o quanto Saturno, astrologicamente falando, está associado com a morte propriamente dita. Ele é chamdo de O Ceifador. Tanto que nos Trânsitos de Saturno, observamos a forte possibilidade da morte (não a psicológica, mas sim a literal) ocorrer. Muito mais do que nos Trânsitos de Plutão (esse sim, mais associado à morte psicológica).

 
Saturno é constantemente associado ao tema LIMITE. Ficava intrigado, então, em como Saturno, símbolo do LIMITE, tinha algo a ver com MORTE. Em outras palavras, por mais que a prática me mostrasse essa faceta "mortal" de Saturno, não conseguia compreender como isso tinha a ver com LIMITE.
 
Para acentuar essa minha ausência de compreensão, vira e mexe costumo ler algum astrólogo ou astróloga associando Saturno com o Arcano Maior A Morte. Sei que buscar essas similaridades entre Astrologia e Tarot é algo incompleto e insatisfatório. Porém, muitas vezes, nos fornecem belos entendimentos e profundas percepções. Não era o que ocorria comigo ao ler e ouvir da boca deles a associação entre A Morte (Tarot) e Saturno (Astrologia).
 
Ontem, na reunião do grupo espiritualista do qual faço parte, eu obtive a resposta para esse dilema. A Dona Rosângela, uma sábia mulher que é fera em Leitura Corporal, soltou uma pérola ontem que me fez quase parar a reunião, aplaudi-la e reverencia-la. Fiz isso depois... hehehe
 
Ela disse: "a morte é o grande LIMITE da vida. Quando chega, a morte define o fim de nossa existência, de nossa atual encarnação."
 
Quando ouvi a Dona Rosângela soltar essa frase, eu compreendi. Aí sim vi que a morte é uma experiência marcante de LIMITE (Saturno)!!! 
 
O engraçado é que esse tema (morte-limite) foi abordado e direcionado mais diretamente para dois integrantes de nosso grupo. Os dois que têm o ASCENDENTE EM PEIXES. Quem tem o Ascendente em Peixes, tem Virgem na Casa 7. E quem transita pelo Signo de Virgem atualmente??? Sim, ele: SATURNO!!
 
Tais integrantes detendores de Ascendente em Peixes (Descendente em Virgem) vivem situações diferentes, em termos de aparência, fatos. Mas com significados e aprendizados iguais: lidar sabiamente com o LIMITE (Saturno). E colocar limite para um Ascendente em Peixes pode ser algo muuuuito difícil. Júpiter, regente do Signo, é o símbolo-mor do exagero, da falta de limites, do abuso.
 
Bom, mas aí já é outro assunto. O que mais me agradou foi compreender e encontrar o sentido real dessa associação entre a morte e o limite/saturno. Ontem, consegui!
 
obs.: Dona Rosângela tem Saturno em Virgem na Casa 9. Virgem é um signo associado ao corpo, à saúde. Casa 9, à interpretação de símbolos. Dona Rosângela é mestra (Saturno) em interpretar os símbolos (Casa 9) dos sintomas físicos (Virgem). Ela é mestra (Saturno) na leitura (Casa 9) corporal (Virgem).
 
Beijãozão nocês...
Yub

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Depressão: Uma tristeza evolutiva?


Busquei no Google uma imagem para o tema Depressão. E encontrei essa aí de cima. Imediatamente me lembrei da obra O PENSADOR, de Auguste Rodin). Como se parecem, não? Será que a depressão faz parte da natureza daquelas personalidades mais reflexivas?

Na Grécia Antiga, o filósofo Aristóteles notou que grandes pensadores com frequência tinham uma personalidade com tendência depressiva. Foi o que afirmou um cientista chamado Paul Andrews. Este, junto com J.Anderson Thomson (da Virginia Commonwealth University), defendem que a depressão é um traço positivo moldado pela evolução. Foi o que a reportagem no Caderno MAIS da Folha de São Paulo de ontem (Domingo, dia 11/10/2009) abordou. Gostei da matéria!

Tais cientistas adotam a perspectiva da psicologia evolutiva para instigar o que Darwin e a teoria da evolução teriam a dizer sobre episódios de depressão. Andrews afirmou:

Acreditamos que dificilmente um traço tão prevalente na população poderia ser
considerado doença.
A dupla diz também que "a depressão é uma adaptação que evolui para analisar problemas complexos." E que "dilemas sociais são particularmente fortes em sua capacidade de induzir depressão."
 
Eu gostei do que eles disseram. Faz sentido, astrologica e numerologicamente falando. Quando passamos por um Ciclo 7, tal como um Ano Pessoal 7, a tendência é ficarmos mais reflexivos, recolhidos, para encontrar respostas e soluções sobre o que vem nos angustiando e nos deixando melancólicos. E isso poderia gerar uma depressão.
 
Tanto é que, num Ciclo simbolizado pelo Número 7, há aquela observação: se a pessoa se recusa a olhar para si, descobrir certas verdades sobre seus medos e desejos, a probabilidade dela desenvolver uma doença e ficar de molho nessa época cresce consideravelmente. Pois é um meio de nos "obrigar" a fazer esse trabalho reflexivo-alquímico. E isso não é teoria. Já passei por isso num Ciclo 7 (como pode ler nos artigos já escritos aqui no Blog) e constantemente vejo essa comprovação em clientes e amigos.
 
E é mais um ponto a favor daquela similaridade entre a imagem dO Pensador e de uma pessoa em depressão. Ciclo 7 é próprio para refletir, pensar. É, junto com o Ciclo 9 (tal qual o Ano Pessoal 9). os mais propensos ciclos a desenvolvermos uma atitude melancólica, triste e depressiva. Dependendo do modo como reagimos a essa necessidade de autorreflexão, não temos necessidade de sermos obrigados pela vida (pelos anseios de nossa alma) para nos impulsionar rumo a um maior autoconhecimento.
 
Ainda no Caderno Mais da Folha de São Paulo de ontem, uma outra matéria sobre o tema Depressão me chamou a atenção. A neurocientista Kelly Lambert (chefe do departamento de psicologia da faculdade Randolph-Macon, na Virginia/EUA) defende que atividades simples, como limpar o chão, combatem a depressão.
 
Ela disse que, "quanto mais pesquisava o assunto, mais parecia haver um circuito envolvendo prazer, movimento e solução de problemas, que chamei de CIRCUITO DA RECOMPENSA ADQUIRIDA PELO ESFORÇO."
 
Ou seja, ela percebeu que esse tripé Prazer/Movimento e Solução de Problemas combate a depressão. Fiquei pensando no que eu falo para mim mesmo e para certas pessoas que me perguntam sobre depressão: se a pessoa faz atividades físicas regularmente e trabalha (ou tem um hobby frequente) com algo que lhe dá prazer, dificilmente ela desenvolverá uma depressão. Tanto é que, nesse universo de jogadores de futebol, não se ouve informação de que determinado atleta está com depressão.
 
Tudo bem, tem o caso do jogador Adriano (hoje no Flamengo e detectado com depressão quando jogava na Interzionale de Milão). Mas ele deu claras declarações do quanto ele não estava feliz na Itália, da falta de prazer em morar num local como aquele, isolado de sua família e amigos. Ele não sentia prazer ao jogar pela Inter, por causa dessas condições. Então, ele solapou o pólo do prazer e ficou apenas com o pólo da atividade física. Há necessidade dos dois juntos: prazer e movimento físico.
 
Com a reportagem de ontem, percebi que é um triângulo; não dois pólos. São três pólos. Ou seja, prazer, movimento físico e a recompensa por meio do esforço.
 
Quais símbolos astrológicos podemos atribuir a esses três fatores?
 
Prazer está associado a Vênus.
Movimento físico a Marte.
E recompensa por meio do esforço a Saturno.
 
Será que, ao procurarmos expressar a nossa Vênus, o nosso Marte e nosso Saturno Natais (conforme o seu posicionamento por signo, casa e aspectos em nosso Mapa Natal), combatemos a depressão? Evitaremos nos deprimir e diminuiremos essa probabilidade se vivermos o que Vênus, Marte e Saturno representam em nosso Mapa Natal? Creio que sim. É experimentar para comprovar se essa suposição, se essa hipótese, se essa reflexão fazem sentido ou não.
 
Beijãozão nocês...
Yub


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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Reflexões Astro-Numerológicas sobre Roman Polanski




No dia 29/09/2009, Roman Polanski ganhou visibilidade, novamente pelo caso do abuso sexual cometido por ele em 1977. O diretor cinematográfico drogou e violentou sexualmente uma garota de 13 anos (Samantha Gailey) numa festa na casa do amigo Jack Nicholson no referido ano.


Nas listas de discussão que participo no yahoogrupos houve muito embate sobre a condenação ou a absolvição de Polanski. Não entrarei no mérito de tal julgamento. Vou apenas tecer alguns comentários sobre a personalidade e as fases do diretor de O PIANISTA, levando em consideração tanto seu Mapa Numerológico quanto seu Mapa Astral (ver abaixo).


Seu nome de batismo é o seguinte:

RAJMUND ROMAN LIEBLING.

Nasceu dia 18/08/1933, às 10:30h, em Paris, na França.


Logo quando abri o Mapa Natal de Polanski, uma significativa oposição entre Marte em Libra na Casa 1 e Urano em Áries na Casa 7 me chamou atenção. Principalmente porque tais Astros estão em Quadratura nada mais nada menos que com Lua/Plutão na Casa 10.


Quando o Planeta que simboliza a expressão sexual (Marte) está em aspecto (principalmente desafiante, tais como a Oposição e a Quadratura) com Urano e Plutão, isso já indica muita coisa. Ainda mais ativados pela Lua... Mas quero falar de outra coisa primeiro... de um outro posicionamento astrológico.


O que está no Meio do Céu (o qual marca o início da Casa 10) representa algo que fica bem evidenciado para o público sobre a nossa pessoa e a nossa vida. É o que ganha destaque social. Roman Polanski tem Lua em Conjunção com Plutão em Câncer na Casa 10.


A mãe (Lua) do cineasta foi morta num campo de concentração (Plutão). Sua mulher (Lua), Sharon Tate, foi assassinada (Plutão) em 1969, quando estava grávida de 8 meses, pela família do serial killer Charles Mason (Plutão). Homens com a Lua em aspecto com Plutão costumam ter uma família (Lua), a mãe e as mulheres de sua vida (Lua) marcadas por acontecimentos trágicos (Putão), dramáticos e intensos (Lua), muitas vezes sendo sobreviventes, no sentido de precisarem renascer significativamente (Plutão).


Lua também representa o povo. O modo como a pessoa é vista pelo público é observado pelo posicionamento da Lua em nosso Mapa Natal. E a Lua, de Roman Polanski, está em conjunção com Plutão, em destaque lá no ponto mais visível da Carta Natal (a Casa 10). Plutão - co-regente de Escorpião - simboliza o radicalismo do ame ou odeie. Então, ganha visibilidade na vida de Polanski (Casa 10) o modo como é visto pelo público (Lua na Casa 10): ou o ama ou o odeia (Plutão).


Voltando à questão sexual (Marte e Plutão são símbolos dessa área de nossa vida), enxergamos Marte em oposição com o elétrico, chocante, revolucionário e inusitado URANO. Sabe aquele momento quando a Lua Cheia está surgindo no horizonte? Não parece que ela está GIGANTE?? Pois é... Qualquer Planeta próximo ao Ascendente ganha essa proporção gigantesca. No caso de Polanski, sua atividade sexual (Marte) chocante (Urano), sendo julgada (Casa 10) por ter abusado (Plutão) de uma menina de 13 anos.


Em 1977, quando ele drogou e abusou sexualmente da garota, inclusive via sexo anal, Polanski estava no Ano Pessoal 5 (1+9+7+7 = 24; 24+18+08 = 50/5). Ele já tem o Número 5 na soma das vogais e consoantes (Número de Expressão). Todo Ano Pessoal de simbologia numerológica que se encontra em alguma posição do Mapa Numerológico tem acentuada a dinâmica desse Número nesta posição.


O Número 5 representa uma atitude bastante sexualidade. É considerado o número do magnetismo sexual. Sabe aquelas celebridades que transmitem exalar uma sexualidade magnética? Elas costumam ter o Número 5 no Número de Impressão (soma das consoantes do nome completo). Impressionante... Irradiam visivelmente (Numero de Impressão) uma imagem (Impressão) de encanto sexual (5).


Num Ano Pessoal simbolizado pelo 5, costumamos ter muita curiosidade. Nossa vontade de experimentar algo novo, diferente e mais estimulante ganha proporções consideráveis. Se, ainda por cima, temos o 5 em destaque no Mapa, nem que seja em apenas uma posição, isso já é sinal de acentuação dessa tendência.


Em 1977, o ímpeto experimentador de Polanski estava acentuado. Em seu Ano Pessoal 5, ele - com 44 anos -, se dispôs a fazer sexo com uma garota de 13. Convenhamos que isso não é considerado comum, tradicional, não é mesmo? Pois é... ele experimentou (AP 5).


Bom, é isso. Queria compartilhar algumas das reflexões que tive ao ver o Mapa Numerológico e Astrológico de Roman Polanski.


Beijãozão nocês...

Yub


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ronaldo e Numerologia: Unindo teoria e prática!

 

Diariamente visito a globo.com. Lá eu observo, na prática, como esportistas, políticos e celebridades vivem seus Ciclos Numerológicos.

 

Num Ciclo 6 (seja este de curta ou de longa duração), há necessidade de harmonizar conflitos, principalmente familiares.

 

Já num Ciclo 7, existe a oportunidade de viajar, bem como de ser incompreendido. Mistérios se apresentam de modo bem evidente.

 

Ronaldo, o Fenômeno, vive o Ano Pessoal 6, 3o.Trimestre 7 e Mês Pessoal (Setembro) simbolizado também pelo 6.

 

E o q lhe aconteceu neste mês?

 

Ele viajou à Espanha (Trim.7) para resolver assuntos familiares (AP 6 e MP 6): tratar da pensão de seu filho Ronald com a ex-mulher Millena.

 

E o mistério (TP 7) q ganhou visibilidade na vida do jogador agora em Set envolve o tema família (MP e AP 6): se ele seria pai de um garoto de 4 anos..

 

Um Ciclo 6 tbm envolve a busca por harmonia e saúde. Externamete por via da estética, da arte. Procuramos por mas beleza, paz e tranquilidade,

 

E Ronaldo se envolveu naquele clima de suspense/mistério (TP 7) se fez ou não lipoaspiração (AP e MP 6).

 

Eis alguns fatos que mostram a vivencia prática dos Ciclos Numerológicos.

 

Beijãozão nocês...

Yub

 
 


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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sonhos, Sinais e Sincronicidades - parte 1

 

Sonhos, Sinais e Sincronicidades – parte 1

 

            Como você reage quando uma coincidência bastante significativa ocorre em seu dia-a-dia? Sente aquela sensação de que algo especial se apresenta? Dá atenção ao evento e busca um significado ao mesmo? Ou simplesmente considera-o obra de um acaso?

            Há alguns anos atrás, mais precisamente em 1996, eu decidi ter um diário. Sentia necessidade de registrar tanto essas coincidências marcantes quanto os meus sonhos. Porque vislumbrava a possibilidade de ser guiado pelas mensagens de meu inconsciente, as quais usavam essas experiências para me conduzir sabiamente pela vida. Ou seja, acreditava que elas tinham um propósito superior.

            A cada ano vivido, procurava compreender esse tipo de direcionamento. E comprovei a riqueza desses recados. Descobri que uma sincronicidade ocorre quando há uma conexão entre um evento externo e um sentimento, pensamento e desejo internos. Um exemplo dessa ligação entre o mundo exterior e o interior pode ser encontrado numa livraria. Desejamos ler sobre determinado tema. E começamos a circular pelas estantes. Muitas vezes, o livro que precisamos ler parece "cair" em nossas mãos. Chega até nós de uma maneira surpreendente, inusitada. Ou seja, o desejo de entender sobre um assunto (realidade interior) se encontra com um evento exterior, tal como achar um livro caído no chão da livraria que trata justamente do que queremos saber.

            Para quem vive uma experiência assim, o evento tem uma carga emocional impactante. Ele nos toca, nos sensibiliza, nos comove. E essa repercussão interna nos incita a reconhecer o quanto tal situação é especial para nós. Evidencia um significado, o qual, quando aceito, assimilado e praticado, fará diferença na nossa vida. Parece que uma força poderosa organiza esses acontecimentos para nos trazer oportunidades úteis ao nosso processo de autoconhecimento e autorrealização.

            Eu costumo brincar com o universo. Tento me abrir para os sinais que se apresentam por meio das circunstâncias cotidianas. Essa atitude de entrega e de atenção desprendida no dia-a-dia me permite enxergar o surgimento das mensagens por meio das quais obterei respostas às minhas dúvidas e angústias.

            Quando preciso tomar uma decisão e estou incerto sobre qual escolha fazer, adoto uma postura de caçador de tesouros. Com esse faro detetivesco, uma simples conversa ouvida no ponto de ônibus entre duas pessoas desconhecidas pode me ofertar a valiosa informação que necessito e me fará decidir com sabedoria.

            Compartilho um exemplo: Almoçava com a Cris (minha esposa) e meus pais em um restaurante. Eu e ela tínhamos encontrado um apartamento que queríamos alugar. Gostamos dele. E conversávamos com meus pais se um tio meu, chamado Luiz, aceitaria ser um de nossos fiadores. Quando expus essa dúvida, imediatamente ouvimos uma mãe chamando seu filho: "Luiz!! Venha aqui!" Olhei para a Cris e sorri. Meu tio, muito provavelmente, toparia ser nosso fiador. E aceitou quando lhe fizemos o pedido.

            E os sonhos? Eles também têm esse caráter de condutor? Sim, têm. Porém, para decifrar suas indicações, demandam uma certa prática na interpretação do simbolismo onírico. Sua linguagem é plástica, simbólica. E, portanto, exigem de nós o desenvolvimento dessa capacidade de questionar: o que esta situação aparentemente confusa e sem lógica quer, simbolicamente, me mostrar?

            Tratarei desses detalhes na outra parte deste artigo.

 

Beijãozão nocês...

Yub (artigo originalmente publicado na revista personare:

http://www.personare.com.br/revista )



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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

SATURNO: O MEDO do que ambicionamos!!!

Lidar com o medo é um desafio. Muitas vezes, nos travamos. Evitamos
lidar com
determinada situação por conta do nosso medo. Porém, ainda assim,
sentimos a
presença daquele persistente desejo de viver a situação, por mais
que a temamos.

Também pode haver aquela forte cobrança, sempre martelando, para
vivermos
determinadas situações e expressarmos específicos talentos. Todavia,
diante da
insistente lembrança do que ambicionamos empreender e obter, existe
o temor de
nos enveredar por esse rumo.

O que fazer? Como lidar com o medo e nos dedicar ao que queremos?
Como sair da
inércia, vencer nossa resistência e ir em busca do que tanto ambicionamos?

Como explicar o fato de temermos aquilo que temos mais ambição de
experimentar?

Quer compreender melhor essa sua faceta saturnina, isto é, os medos
que tem de
desenvolver os talentos que tanto deseja aprimorar, expressar e
obter o
merecido reconhecimento a eles associado??

Se quiser, eu ministro há 4 anos um Curso via internet (4 aulas apenas) sobre Saturno, com a seguinte dinâmica:

*** COMEÇA NA OUTRA SEXTA-FEIRA, DIA 09/10/2009 ***

Costumo perguntar para as pessoas: qual é o seu
maior medo? Aquilo que mais se sente inibido(a) e
receoso(a) de lidar?

Depois de ouvir as respostas, eu faço outra
pergunta: qual é a sua maior ambição? Aquilo que
vc mais sente vontade de realizar na vida?

É impressionante como essas duas perguntas
revelam a mesma resposta, porém, vista por dois
ângulos: um negativo e outro positivo. Revelam as
duas faces de uma mesma moeda: a moeda
simbolizada por SATURNO!!

É ali, naquele Signo e naquela Casa onde ele se
encontra em nosso Mapa Natal, que encontramos
o ponto-chave que nos revela nossos mais arraigados medos,
receios, inibições, bem como nossas maiores ambições e
talentos.

Assim, estarei ministrando esse Curso VIRTUAL
(via internet) sobre o nosso SATURNO. Serão 4
aulas, enviadas toda Sexta-feira ao seu e-mail, com enfoque
pessoal, segundo o posicionamento deste Astro no
Mapa Natal de cada um(a), satisfazendo tanto a
leigos quanto a estudantes de Astrologia.

Na Aula 01, farei vários questionamentos a
respeito de como você percebeu a vivência de seus
pais (ou de alguma outra figura de autoridade que
tenha participado de sua infância e criação) no
que tange ao que seu Saturno Natal pode estar
mostrando
nesse sentido. O objetivo desses questionamentos
é tentar compreender o quanto a experiência
que nossos pais tiveram pode ter gerado fortes
efeitos sobre a nossa maneira de viver
esses medos e esses dons representados pelo
próprio Saturno.

Na Aula 02, abordaremos o SIGNO de seu Saturno
Natal, e na Aula 03, a CASA onde tal Astro se encontra,
nas quais farei vários questionamentos sobre como vive e pode viver
seu Saturno.

Na Aula 04, concluiremos o Curso com minhas interpretações
sobre todas essas facetas – negativas e positivas – de seu Saturno
Natal.

Terá início na Sexta-feira, Dia 09/10/09. O preço
do Curso: R$60,00 (sessenta reais).

Aqueles que se interessaram, procurem-me em pvt:
lestat344@yahoo. com.br

Beijãozão nocês!
Yub


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Equus, Sonhos e a parceria Consciente-Inconsciente!!

 
Na parceria consciente-inconsciente, uma decisão tomada de forma consciente parece estimular o inconsciente a mostrar (geralmente via sonho) o que precisamos trabalhar em nós.
 
A partir dessa decisão, parece que nos predispomos ativamente a receber do inconsciente o material simbólico sobre o que estamos prontos para conscientizar e integrar. E sobre o qual temos condições de nos dedicar na atual fase de nossa vida.
 
Caso resistamos, no dia-a-dia, a encarar e trabalhar esses conteúdos, pode ser que nossos sonhos fiquem mais dramáticos e se transformem em pesadelos.
 
Isso foi o que consegui exergar com mais clareza ontem, ao assistir o filme EQUUS.
 
E refletindo sobre essa reflexão rsrs, percebi uma tendência minha: eu costumo atribuir a uma causa INTERNA (desejo, pensamento, angústia, sentimento) o fator desencadeador de um evento sincronístico que gerará a conexão entre uma situação externa e uma realidade interna.
 
Minha tendência a valorizar mais acentuadamente as questões internas me predispõem a atribuir um peso maior às necessidades internas como causadoras de sincronias ao atrairem eventos externos compatíveis e formadores de conexão interna-externa.
 
Porém, ao ver o filme EQUUS, as primeiras frases que escrevi acima (neste texto) me mostraram que um evento EXTERNO pode ser o causador de uma sincronicidade. Um pedido de alguém (como o feito pela amiga do psiquiatra do filme, para este atender um paciente) pode ser o deflagrador de certas necessidades INTERNAS e, com isso, atrair eventos EXTERNOS que conectem essas realidades e tragam à CONSCIÊNCIA as questões a serem trabalhadas nesta fase de nossa vida.
 
Quando o psiquiatra decide atender o rapaz, parece que desbloqueia uma barreira INTERNA que impedia a vinda à CONSCIÊNCIA de um conteúdo a ser aceito, trabalhado e integrado na estrutura psíquica do médico. Tanto é que, APÓS 3 DIAS de tratamento do menino Alan, ele tem um SONHO que mostra, cada vez mais claramente no decorrer do filme, uma insatisfação que ele vinha evitando encarar há tempos.
 
A decisão de aceitar tratar o Alan e o início do tratamento mexem com o psiquiatra o suficiente para ruir com as barreiras que vinha mantendo para impedir que se conscientizasse de suas frustrações e insatisfações, as quais se manifestavam por meio de SINTOMAS, tais como os SEIS anos de distanciamento com sua mulher (não dava sequer um simples beijo nela).
 
Ou seja, o inconsciente se faz presente CONSTANTEMENTE, principalmente por meio dos SINTOMAS.
 
No decorrer do filme, o psiquiatra percebe (se CONSCIENTIZA) essas questões que adiara há tanto tempo. Mas com a decisão consciente de se enveredar por uma experiência (de tratar Alan), ele abriu o canal para uma SINCRONICIDADE ocorrer: o SONHO que teve no terceiro dia de atendimento a Alan.
 
Porque o SONHO é uma SINCRONICIDADE. Conecta uma necessidade interna com uma realidade externa. O evento SONHAR conecta a realidade interior (insatisfação profissional do psiquiatra) com a realidade exterior (suas atitudes de frustração no trabalho, no atendimento aos seus pacientes; e no seu relacionamento, com o distanciamento entre ele e sua mulher).
 
E o SONHO mostra o que envolvia essas insatisfações, frustrações e necessidades de superação por parte do psiquiatra. Mostrou conteúdos que estavam reprimidos e que, com sua decisão de aceitar o caso de Alan, vieram à tona.
 
Aí eu (ou você) poderia me questionar: Será que não foi uma necessidade do próprio INCONSCIENTE que, percebendo o preparo da CONSCIÊNCIA, não o influenciou a tomar a decisão consciente de aceitar o caso de Alan?
 
Talvez não haja um causador, mas sim, até nisso, ser a parceria CONSCIENTE-INCONSCIENTE quem "causa" os eventos sincronísticos. É o que mais acredito atualmente, uma vez que é a nossa mente dualista que vê as coisas separadas, que vê ora uma ora outra realidade (interna/externa) ser a causadora dos eventos, das sincronicidades.
 
Beijãozão nocês...
Yub


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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Os desafios e aprendizados de 18/09 a 18/10/09

 

Na Astrologia, quando o Sol e a Lua fazem conjunção em determinado Signo, essa configuração marca o início da Lua Nova. Eis a partida de um novo ciclo, o ciclo de lunação.

 

No que ocorrerá amanhã, Sol e Lua se encontram no Signo de Virgem. E agregam Saturno (e Mercúrio Retrógrado). Além de Urano, o qual faz oposição a esses astros em Virgem.

 

Portanto, de 18/09 a 18/10/2009, teremos um ciclo marcado pelo stellium (3 ou mais astros) no Signo de Virgem. Uma fase marcada pela necessidade de colocar ordem na casa. Mas em que Casa? Na Casa Astrológica que essa cambada toda estiver reunida. Basta olhar onde está o grau 25 de Virgem em seu Mapa Natal. Será ali, nos assuntos e questões associadas a tal Casa Astrológica, que você precisará se organizar, se aperfeiçoar.

 

Virgem simboliza a demanda de uma atitude prática, eficiente, econômica, competente e minuciosa. O objetivo é alcançar um novo nível de autoaperfeiçoamento nesse âmbito onde a lunação ocorrerá. O que pode fazer para cortar o supérfluo e deixar, com organização, o essencial nesta área de sua vida?

 

Tudo bem... sei que você poderá resistir a colocar em prática esse plano inteligentemente arquitetado. Sentirá um peso para aplica-lo. Terá medo de se perceber falho. Não desejará sentir na pele que ainda não está preparado como gostaria para, enfim, organizar as coisas e deixa-las bem postas nesta esfera de seu existir (grau 25 de Virgem em seu Mapa Natal). Afinal, Saturno está presente nesse processo.

 

Mas você, muito provavelmente, se deparará com pendências. Não dá mais para evitar o lidar com praticidade com essa área de sua vida. Reflita e reavalie o que vem adiando. Afinal, Mercúrio Retrógrado está aí, sinalizando essa necessidade.

 

Persista na aplicação dos dados e dos conhecimentos que ordenará neste período. Além disso, o que pode fazer de forma diferente e progressista nestas situações que a Lunação traz à tona? Como Urano está fazendo oposição a tais Planetas em Virgem, ele demanda uma atitude nova, original e inusitada a ser aplicada no que está ordenando, organizando e buscando aprimorar virginianamente.

 

E justamente por Urano se mostrar atuante neste mês, talvez seja bacana não ficar tão preso a minúcias e picuinhas na área que busca aperfeiçoar e se tornar mais competente. Um toque de genialidade e de inovação precisa se conjugar aos métodos certinhos que procura seguir no âmbito de sua vida em que o grau 25 de Virgem se encontra.

 

É o momento de deixar que as idéias revolucionárias, progressistas e humanitárias sejam aplicadas de modo prático e eficiente. Não fique tão preso à rotina. Abra-se às sincronicidades. Elas lhe abrirão portas, oportunidades e situações novas para você, aí sim, usar de toda sua persistência, disciplina, inteligência, organização e versatilidade nos assuntos e situações referentes à Casa Astrológica onde o grau 25 de Virgem se encontra em sua Carta Natal.

 

Beijãozão nocês...

Yub



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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sobre suicídios, suicidas e astrologia...

 
Após o que escrevi sobre VERÔNIKA DECIDE MORRER, recebi uma mensagem do meu amigo e irmão de alma KÉLSEN ANDRÉ lá na numerologiapitagorica (do yahoogrupos). Ele refletia sobre o SUICIDIO e os SUICIDAS. Achei o que ele escreveu simplesmente BRILHANTE!!
 
Reproduzo aqui o que ele refletiu. E como depois ele me fez uma pergunta astrológica sobre o tema, coloco o que escrevi após as reflexões dele.
-------------------------------------------
Salve a todos,
 
Este texto nao tem razão, sentido, objetivo, ele é apenas um desabafo, uma homenagem postuma. Era isso que ele era duas semanas atrás quando comecei a escreve-lo. Agora depois de saber fragmentos da verdade e assistir uma parte do saia justa, ele virou uma reflexão.
 
Pois é!! Ele era isso tudo a cinco meses atras, no final ele virou uma critica a algo que eu defendia até começar escrever como legitimo.  
 
Ele passava o ano na mesma posição na hora do recreio: recostado em uma poltrona com as pernas esticadas sobre outra, os olhos sempre fechados. Nenhuma palavra pronunciada, nenhum sorriso trocado, nenhuma queixa realizada. Apenas o silencio e o vazio dos olhos fechados. Olhando para onde? Desejando quais sonhos? Nao saberei responder e nao quero imaginar.
 
Nao sei a disciplina que ele lecionava. Trocavamos apenas olhares rápidos, que valiam como bom dia. Em verdade, nao recordo da voz dele, a lembrança que ele me traz é a dele sentado na sala dos professores.
 
Recentemente (duas semanas atrás) fiquei sabendo que ele era do interior e estava na capital trabalhando. Descobri tambem que estava noivo com casamento marcado para o fim do ano. Sabia que ele dava aula de manha e a tarde e nada mais. O nome dele nao tenho certeza, parece que é Ralf, ou será apelido?
 
Pois bem, este cavaleiro solitário, julgou toda a humanidade, em verdade, fez mais, nos condenou. Ele naquele silencio que parecia indiferença, hoje nos proporciona uma nova leitura- um pedido de atenção. Um pedido que nao teve, nao recebeu, pelo menos de mim naqueles seis meses que convivemos juntos.
 
II
Na semana passada encontrei com o presidente da associação de pais e mestres e ele ao me narrar sobre o ocorrrido, disse que o moço deixou uma carta (nao sabemos se veridica) afirmando que o sonho dele desde criança era casar, ter filhos, um emprego e se matar. tirando o requisito do casamento, todos os outros itens foram cumpridos a risca, como que em um ritual. Um ritual programado, planejado, especulado, sonhado. Mas nao quero acreditar que o suicidio dele tenha sido programado, pelo contrário, quero pensar que foi um ato espontaneo.
 
III
O suicida é o juiz do mundo. Mais do que juiz, ele é a sentença, o veredito.
 
IV
Tudo acima estava escrito a cinco meses e todas as vezes que eu ia enviar pensava... mas não vai encorajar as pessoas? Assim diante do primeiro eu nao escrevi, diante do segundo caso tb nao, mas houve um terceiro. O de uma moça, devia ter no maximo uns 40 anos. Decada atras o irmao se jogou da mesma janela na qual ela deu o salto triunfal. O que me chamou atenção em tudo foi que pela primeira vez ela se dirigiu a palavra a mim e conversamos.
 
Ela era uma moça exotica. Tinha os cabelos presos em forma de circulo na altura das orelhas. Utilizava um oculos de sol que tinha quase o mesmo tamanho da abobada celeste, dando ao seu rosto, combinado com o seu cabelo um ar de mosca. Sim, ela parecia um mosquitinho, seja pelo corpo franzino, seja pela sensação de que nao ocupava espaço. Nós conversamos. Eu a vi chegando em uma kombi e fiquei profundamente feliz em saber que ela tinha vida social, que ela conhecia pessoas e que conversava com alguem. ( Como eu sabia que ela nao tinha contato social?)
 
Uma manha saio para correr e vejo uma agitação estranha. Volto e ninguem me diz nada. Na hora do almoço a central de noticias chega em casa ( meu irmao) e diz: ficou sabendo? Pois é! Pergunto eu: quem?
 
Não sei o nome dela, nao sei as preferencias, somente quando ele diz uma esquisita é que associo. A esquisita.
 
V
A vida moderna é muito louca. A indiferença é muito grande. Recordo que vinte dias depois do acontecido estava eu saindo para minha pelada, cinco horas da manha, quando escuto gritos e conversa aflita no hall do predio. Sao duas amigas que desde o acontecido nao sobem mais de elevavor sozinhas, nem atravessam o corredor sozinhas. Olhei para aquilo e nao acreditei, mas elas falavam sério. Subimos e elas foram me contando que viram o corpo passando pela janela e o grito. O grito impregna a mente delas, assim como o corpo largado no chão. Fico pensando o grito foi de alivio? Ou de arrependimento?
 
Continuo.... 
 
Continunando:
 
VI
Eu voltei àquele olhar que ela me lançou no elevador semanas antes de se matar. E este olhar descortinou para mim todo o mistério do suicida. Nelson Rodrigues diz que eles são os juizes do mundo. Fiquei conversando com suicidas o resto do mes e posso dizer coisas assim:
 
o suicida espontaneo nao quer se matar, quer apenas chamar atenção para uma dor que ele nao sabe onde colocar e o que fazer dela. É provavel que este dor o sepulte e ele se transforme em um morto vivo, um zumbi. É possivel que ele utilize essa dor, simbolicamente morra e renasça. Esses casos são poucos e a força do renascimento é tão forte que eles nem se lembram que foi essa dor de morte que lhes proporcionou outra vida. De forma que aqueles que recebem a noticia de que a filha esta gravida, de que é soropositivo, de que o filho é gay, de que a mulher o trai com toda redondeza tem a vontade suicidada, mas ela dificilmente é executada. Eles pegam a arma, em verdade, mais pensam que pegam, se ameaçam, mas não se matam; pelo menos fisicamente.
 
Chegamos a conclusão que nenhuma desgraça subita leva a pessoa a morte eterna.
 
O suicida mesmo é cruel, é um chantagista, é um filho da puta. Ele prepara cada ato, cada cena para que vc se lembre, se culpe, se martirize, sofra. A incapacidade dele em gerir e gestar a propria vida é lançada nos ombros dos outros.
 
O suicida é um canalha. Quando vc o olha, vc pode ter a visão ingenua de que eles estão desligados do mundo, de que as coisas não mais lhe interessam, de que nós nao os compreendemos, de que não fazemos nada por eles, mas na verdade, ele esta silenciosamente, articulando o plano: "como será este mesmo espaço sem mim? O que eles farão quando descobrirem que eu nao esou mais entre eles? Que eu me matei de forma vitoriosa?"
 
O suicida é cruel. Eu se fosse psicologo faria uma associação entre eles e o psicopata. (Coisa que todo mundo virou depois que a Ivone apareceu na movela das oito e o Lazaro começou a postar na voadores). Mas a mesma sandice que tem o psicopata externamente, penso que tem o suicida introspectivamente.   
 
Onde a gente ve vazio e sente o vazio o suicida arquiteta o seu plano. E há todo um ritual, toda uma preparação. Acorda-se e vive-se o dia como se fosse um dia qualquer. Dentro deles há um tesão inconfessavel e que nao pode ser revelado para ninguem: "hj vou me matar".
Eles passam os dias, os meses, as semanas, as horas, os anos olhando para cada um e pensando consigo: "duvido que descobrem que me matarei daqui a seis meses".
 
Enquanto isso vão preparando o ritual, cena por cena, ato por ato. Nada é de improviso, nem mesmo o grito da queda. Até ele é treinado. A única coisa espontanea no suicidio é a posiçao final do corpo. Todo o restante é treinado, ensaiado mentalmente e alguns ritos fisicamente. A carta de despedida escrita dias antes, horas antes, meses antes, com a correçao, as vezes, de uma virgula, ou o acrescimo de um ponto. A roupa passada e preparada tanto para o ato final, quanto para o sepultamento. As palavras deixadas para martirizar o leitor que fica o resto da existencia. Tudo é pensado. "Eu te perdo filho, mae, por..."  É a chantagem no seu ponto mais supremo, visceral.  
 
Eu tomei a liberdade de perguntar entre as risadas e os deboches que alguns deles davam acerca das pessoas que ficaram e choravam, quando é que preparavam o ato. No que me responderam: a cada olhar e encontro. Não há um momento no qual o suicida nao esteja treinando e tentando imaginar como sera a reaçao daqueles que ficarão. Quando ele te olha, ele já imagina a roupa que vestira no velorio, a dor que terá nos proximos dias. O sonho de cada suicida é ser chorado como um Getulio (caso ele tivesse se matado). Ser chorado como um Kurt Cobain. Eu achava que tinha sido a industria fonografica que tinha matado o Cobain, agora acho que foi o fantastico.
 
Viram o que fizeram com o Belchior!!!? O cara some, desaparece, nao deixa recado nem com a mae e o fantastico coloca o Brasil inteiro para procura-lo para fazer uma materia de domingo. Nelson dizia que Carlos Lacerda foi o assassino de um suicida (referindo-se a Getulio). Aquela reporter chata é a medium de um fantasma. Afinal, antes de ser sinalizado pela globo que sentiu falta do Belchior? E já que há este interesse em ressuscitar fantasmas, tem milhares de artistas que gostariam imensamente de aparecer dois segundos no fantastico, porque a globo nao os procura, nao atende o telefonema dos empresarios deles?
 
Mas voltando aos suicidas, cada vez que eles olhavam para alguem, eles estavam pensando: "vai sofrer com a minha morte? Vai se lembrar de mim? Vai se sentir culpado? Vai pensar que poderia ter me amado, me bajulado, me...?"
 
O suicida é um egoista. Na verdade o ato do suicidio é um ato de egosimo extremo.
 
VI
Antes eu achava o suicida um cara incompreendido, injustiçado que nao lhe restou senao a morte. Agora o vejo como um pulha, que nao se colocou no mundo e resolveu culpar a humanidade por nao ter se realizado. Os casos são muitos e variados, coloquei todos no mesmo balaio. Mas há os casos artisticos, teatrais, recordo de Essenim (poeta russo) ele corta os pulsos e deixa um poema escrito no quarto de hotel com o proprio sangue.
 
Meu irmao Maiakowiski faz um verso-homenagem lindissimo, falando da falta de tinta nos quartos de hoteis, mas anos mais tarde se dá um tiro no coração. O caso de Maiak é diferente do de Essenin. Este planejou tudo como um grande canalha e sabia de certa forma que seria mais lembrado por isso do que pelos poemas. Ja Maiak foi um ato, um segundo de desespero, um segundo daquele rompante que lhe é natural e peculiar.
 
O suicida julga o mundo, mas o que escapou a Nelson, é que ele é condenado de si mesmo.
 
bjs em todos
 
Saudações ASTROLOGICAMENTE SUICIDAS, meu Querido Kél!!

VC ESCREVEU:
Começando por mestre Yub creio que apenas verticalizei as observaçoes e
reflexoes que coloca em "Veronica decide morrer". Não sei se ela se mata, de
qualquer forma as observaçoes sobre saturno e netuno negativo são interessantes.
Uma pergunta: haveria um posicionamento de netuno, ou um transito de netuno que
favoreceria ao ato extremo de praticar o suicidio?

YUB: Sim. Pelo menos nos exemplos de suicidas que conheço (pessoas bem próximas
a mim), ambas têm o signo de PEIXES e NETUNO bem marcantes no Mapa Natal. E
quando há um Trânsito de NETUNO sobre ASCENDENTE/MEIO DO CÉU/DESCENDENTE/FUNDO
DO CÉU, em aspecto com o REGENTE do Ascendente e com PLANETAS PESSOAIS, a
tendência pode existir sim.

No caso dessas pessoas que conheço, ambas têm LUA EM PEIXES e NETUNO num dos
pontos do Mapa (Ascendente, Meio do Céu, Descendente e Fundo do Céu). Quando
NETUNO está num desses pontos, acaba fazendo aspectos (quadraturas e oposição)
com os outros. Exemplificando: Uma tem NETUNO no MEIO DO CÉU (início da CASA
10). E, por isso, NETUNO faz quadratura com o Ascendente e com o
Descendente/Casa 7. E faz oposição ao FUNDO DO CÉU (= início da Casa 4).

Quando NETUNO está bem marcante num Mapa Natal (tal como num dos pontos
cardinais, fazendo vários aspectos com Planetas Natais), há MUITOS Planetas em
Peixes/ou Ascendente em Peixes, ou mais de um Planeta na Casa 12, a tendência é
a de ter MUITAS DIFICULDADES DE LIDAR COM O MUNDO MATERIAL, com a "REALIDADE".

E uma das tendências de escapar do peso da realidade, da densidade da matéria,
daquela angústia que a Regina tão bem falou em seu email ("continuando..."), é o
suicídio.

Porém, o que NETUNO/PEIXES/CASA 12 simbolizam - por si só, se não estiverem
acompanhados de aspectos PLUTONIANOS e/ou URANIANOS -, eu vejo mais uma
inclinação a buscar uma fuga na espiritualidade (na religião) e nos vícios
(drogas/bebidas alcóolicas).

Nos casos que conheço de pessoas que tentaram o suicídio - literalmente (porque
MUUUITA GENTE, por seus hábitos de vida, se suicidam em doses homeopáticas
DIARIAMENTE) - há um PLUTÃO/ESCORPIÃO/CASA 8 e um AQUÁRIO/URANO fortes no Mapa
Natal.

Por quê?

Porque precisa ter aquele súbito impulso rebelde e chocante presente no suicídio
(= URANO em Aspecto com MARTE, principalmente). Necessita-se de coragem (Marte)
para se suicidar... É uma ação (Marte) chocante (Urano) e radical (Urano).

E porque também precisa ter aquele autodestrutivo impulso (Plutão/Escorpião/Casa
8). Também radical (Plutão), no sentido de tentar cortar o mal pela raiz
(Plutão). Cortar a angústia, a raiva reprimida que muitas vezes existe no
suicida. Pelo menos nos que conheço.

Esses suicidas que conheço têm MARTE em aspecto com URANO e com PLUTÃO.

Quando a Regina falou sobre a REPETIÇÃO, a TENDÊNCIA DOS SUICIDADES DE REPETIREM
MAIS UMA VEZ ESSA AÇÃO CONTRA A VIDA, eu percebo isso também. Eu vejo que eles
estão ainda reagindo da mesma forma que reagiram em outras existências:
SUICIDANDO para "resolver os problemas." Consideram que é o único jeito de
sanarem a profunda dor que sentem...

Aqui entra outro detalhe: Signos de AGUA, principalmente Câncer e Peixes, sentem
uma angústia tão profunda que chega a doer na alma. E a realidade nua e crua é
muito sofrida para eles... difícil de suportarem, de aguentarem... Peixes acaba
ganhando nessa. Mas Câncer não fica de fora. Tirei Escorpião dessa porque ele é
mais forte para vencer a angústia e renascer desse estado de espírito deprê que
também tende a visita-lo regularmente, parecendo que quer engoli-lo.

Sobre essa REPETIÇÃO da tendência a se suicidar novamente, eu associo o
posicionamento do NODO SUL e a LUA em Peixes, ou na Casa 12 ou em Aspecto com
NETUNO. No caso das pessoas que conheço e que tentaram o suicidio mais de uma
vez, disse que elas têm LUA EM PEIXES. E uma tem Lua em Peixes em CONJUNÇÃO
EXATA ao NODO SUL. E como se não bastasse, estão quase cravados no ASCENDENTE.

Sabemos que tudo que está próximo ao ASCENDENTE se torna algo MAIOR, aumenta. Já
repararam quando vemos a lua cheia nascendo??? Ela não se torna enorme aos
nossos olhos? Não parece ser IMENSA??? Qualquer PLANETA próximo ao ASCENDENTE
ganha proporções MAIORES. E a angústia da LUA EM PEIXES/NODO SUL EM PEIXES
quando encontrados ali, torna maior a angústia de existir num mundo, numa
realidade que sufoca para tais pessoas.

Vamos proseando!!

Beijãozão nocês...
Yub


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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Verônika Decide Morrer, Depressão e Reflexão.

 

Na semana passada, assisti ao filme VERONIKA DECIDE MORRER. Sempre gostei de histórias voltadas para o tema Morte/Transformação. Quando li a sinopse, me senti motivado a ver o filme justamente por essa temática.

 

Logo no início, uma cena me chamou a atenção. Verônikca encontrava-se dentro do metrô, observando as pessoas. E começa a enxergar a falta de sentido no desenrolar da vida. Vê nos rostos dos outros passageiros histórias iguais e que se repetem com todos. Ela se foca mais especificamente no casamento. Essa realidade vista de forma muito crua por Verônika toma proporções dolorosas. Ela desanima de viver. Não aceita repetir o mesmo script que a maioria das pessoas.

 

Então, não conseguindo suportar as dores da realidade de uma vida aparentemente mecânica e repetitiva (Saturno negativo), ela decide escapar dessa sensação limitante e aprisionadora (Saturno). Resolve se entupir de remédios antidepressivos. Opta pela fuga (Netuno negativo).

 

O bacana é ver esse Netuno na imagem que Verônika vislumbra enquanto começa a passar mau, a sentir os efeitos do envenenamento. Na visão, ela se atira na água e começa a afundar. Um mergulho passivo rumo ao afogamento (Netuno).

 

Diante dessas cenas iniciais do filme (prometo não contar mais nada... rsrs), fiz a associação do quanto a depressão pode ser representada simbolicamente (astrologicamente) tanto por Netuno quanto por Saturno. E essa associação me fez lembrar uma reflexão feita por mim no mês de julho/2009.

 

Numa mesma semana de Julho, ouvi histórias de pessoas próximas sobre a depressão que estavam vivendo (e continuam). E me veio uma intuição reflexiva:

 

Será que Depressão = decepção + orgulho?

 

Como assim?

 

Refleti sobre a POSSIBILIDADE da depressão estar associada à reação orgulhosa de nossa parte frente a uma impactante decepção. Encontrei na história dessas pessoas um colorido similar. Elas viveram uma profunda desilusão. Porém, em vez de reagirem de forma madura diante da mesma, aceitando que erraram por acreditarem numa ilusão durante tanto tempo, preferiram manter uma atitude orgulhosa. Não admitiram os erros de julgamento e de conduta perante as situações que imaginaram algo ilusório. Esperavam obter algo maravilhoso das mesmas e não obtiveram tal resultado.

 

Elas ainda se mantêm iludidas. Seu orgulho as impede de assumirem a responsabilidade pelas escolhas e expectativas ilusórias que mantiveram durante tanto tempo por outras pessoas, instituições e crenças. O resultado? Estão depressivas.

 

Talvez, quem sabe, se elas reconhecessem suas crenças ilusórias, admitindo sentir uma profunda decepção vinda com a desilusão, poderiam ter oportunidades de se movimentarem rumo à reconstrução de certos paradigmas, abandonando aqueles que se mostraram ilusórios?

 

Beijãozão nocês...

Yub



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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Globo Repórter, Medo, Saturno e Experiência Prática

No Globo Repórter da última sexta-feira (28/08/2009), o assunto abordado foi o MEDO.

Quando observei o belíssimo (e efetivo) trabalho feito pela psicóloga Laura Granado (USP) com voluntárias com medo de aranha, naquele instante eu associei: "Isto é lidar com o MEDO representado por SATURNO de uma maneira Saturnina!"

http://g1.globo.com/globoreporter/0,,MUL1284990-16619,00-TRATAMENTO+ACABA+COM+PANICO+CAUSADO+POR+ARANHAS.html

A homeopatia trabalha muito com a filosofia do SEMELHANTE. A cura vem por meio do uso do semelhante. O que nos mata é o que nos salva - é o que costumamos ouvir por aí. E essa é a mesma "filosofia" de Saturno: nossas maiores fraquezas representam as nossas maiores forças. Nossos medos são os nossos dons. Nosso ponto forte é o nosso calcanhar-de-aquiles. Enfim, naquilo que nos assombra está algo que nos liberta e significa MUITO para nós.

Quando uma pessoa tem Saturno na Casa 4 (ou em Câncer, ou em Aspecto com a Lua), por exemplo, seu maior medo (Saturno) talvez seja o de ser responsável (Saturno) por criar uma família (Casa 4; Câncer; Lua). E ela só vai superar esse medo NA PRÁTICA, ao criar uma família, ao se responsabilizar por seu lar e pela segurança que reinará no ambiente doméstico. Ela pode inicialmente (gradualmente) se envolver com famílias carentes, fazer um trabalho voluntário com órfãos, enfim, iniciar a superação desse medo de família, lar e segurança emocional vivenciando uma atividade associada ao mesmo.

Sempre digo que o MEDO só é vencido na prática. É no enfrentamento de uma situação que tememos o meio de nos familiarizar com o medo. Nesse enfrentamento, enxergamos nosso medo com mais realismo. Vamos nos acostumando com o que antes nos aterrorizava, nos atormentava, nos assombrava. E é justamente isso que tal psicóloga fez com as voluntárias detentoras de um medo sem igual em relação às aranhas. Esse bicho tão horrível para elas.

Tal psicóloga (Laura Granado) criava uma situação segura na qual as voluntárias iam, gradualmente, se familiriazando com o medo de aranha. Diante de imagens que não eram de aranhas, mas, pelo seu formato, faziam lembrar uma aranha, tal como os cabos de um guarda-chuva, um emaranhado de linhas, arquiteturas com esse formato, as voluntárias foram enxergando com mais realismo o que lhes causava pânico. Com isso, o medo foi diminuindo, gradualmente. Até o ponto no qual não havia mais medo de aranha.

Achei uma estratégia altamente saturnina de lidar com o medo. Magnífica!! Essas doses homeopáticas de realismo (e dor) numa situação prática e segura, a partir das quais há uma constatação prática do despropósito do terror e de seus efeitos paralisantes, existe a possibilidade da superação do que antes nos imobilizava de medo. Brilhante!!

Beijãozão nocês...
Yub

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Chuva, Frio, Filmes e Urano na Casa 4!

 
 
No último final de semana, em função do frio e da chuva, eu e a Cris aproveitamos para assistirmos vários filmes pendentes em DVD. Sábado e Domingo, portanto, foram de MUITO drama.
 
Vimos:
 
- A Vida Secreta das Palavras
- Mergulho no Escuro
- Conte Comigo
- A Lula e a Baleia
- A Excêntrica Família de Antônia
 
Achei uma coincidência bem bacana o fato do filme A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS retratar algo que tinha estudado durante toda a semana ao ler o livro A JÓIA NA FERIDA: O corpo expressa as necessidades da psique e oferece um caminho para a transformação, de Rose-Emily Rothenberg (da Coleção Amor e Psique, só de livros de Psicologia Analítica/Junguiana).
 
Mas comentarei sobre esse algo em outro post, quando abordarei a questão da saúde, da doença, dos sintomas físicos e do processo de individuação.
 
MERGULHO NO ESCURO, CONTE COMIGO e A LULA E A BALEIA enfatizaram, no meu entender, um tema comum: RELACIONAMENTO AFETIVO. O quanto é necessária a maturidade para que haja uma relação afetiva "saudável."
 
Não há como alguém que não está lidando com seus demônios internos se relacionar com outra que foge exaustivamente de seus medos, de seus traumas, de seus próprios demônios. Esse "pré-requisito" foi, inclusive, tratado de forma aberta no MERGULHO NO ESCURO, quando a protagonista disse não ser capaz de lidar com os demônios de um de seus amantes enquanto ela própria não consegue compreender e superar os seus. Mas sua consciência - e suas ATITUDES no decorrer da trama - demonstram que ela está nesse caminho.
 
E o filme que mais me tocou, mais me inspirou e que mais gostei foi A EXCÊNTRICA FAMÍLIA DE ANTÔNIA. Um filme SENSACIONAL!!! E para quem gosta de Astrologia, Antônia retrata bem uma pessoa com URANO na CASA 4.
 
A Casa 4 costuma ser associada ao lar, à família e ao local onde nascemos e moramos. Urano é o símbolo do diferente, do excêntrico. Ele representa um impulso revolucionário, chocante e original. Busca romper com o tradicional. 
 
Antonia volta à sua cidade natal (Casa 4) e a revoluciona (Urano). Ela cria uma família (Casa 4) bastante diferente, original e excêntrica (Urano). Há, inclusive, um traço de genialidade (Urano) em seus familiares (Casa 4). Sem contar no espírito independente (Urano) das mulheres desta família (Casa 4), a começar por ela própria.
 
Enfim, posso dizer que A EXCÊNTRICA FAMÍLIA DE ANTÔNIA é um dos melhores filmes que já assisti.
 
Beijãozão nocês...
Yub 


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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Reflexões sobre o Céu destas semanas...

Saudações CELESTES a todos!!!
 
Nesta semana e na outra, configurações astrológicas bem marcantes estão sendo ativadas hoje, sexta-feira, dia 21/08/09, já que a LUA em Trânsito por Virgem está cutucando o trânsito de Saturno/Mercúrio em Virgem em OPOSIÇÃO a URANO em PEIXES e tudo isso em QUADRATURA a MARTE em GÊMEOS.
 
Veja se tem rolado isto na sua vida e na das pessoas que acompanha (e veja se hoje à noite ficará mais evidente):
 
Hoje ha possibilidades de uma noite agitada (Lua/Mercurio em oposiçao a Urano quadratura com Marte).
 
Como Saturno permeia tudo isso, ha necessidade de levar em consideração os limites: do corpo, do que falamos, do modo e do meio como nos movimentamos, a fim de não nos machucar, ferir, acidentar (nem provocar estragos na vida dos outros). Impaciência, ansiedade, agressividade merecem ser expressas com responsabilidade, planejamento, paciência e determinação.
 
Aí poderemos dinamizar e colocar em movimento essa eletrica e dinâmica energia de forma bem bacana e construtiva.
 
Momento de inovar (Urano) com coragem (Marte) e inteligência (Mercurio) para vencermos limitaçoes (Satur) e superarmos frustrações (Saturno).
 
A vontade de colocar em movimento (Gêmeos) uma idéia (Marte) pode enfrentar obstáculos (Saturno), em função de alguma surpresa (Urano). E o que tinha sido planejado (Virgem) com inteligência (Mercúrio) e senso prático (Saturno/Virgem), não pode entrar em ação (Marte), gerando SURPRESA (Urano) repleta de desilusão (Peixes). Putz, meu! Aplicando isso para a política, tem tudo a ver com o que rolou com o Mercadante... Caraca!
 
Beijãozão nocês...
Yub


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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Algumas reflexões sobre o Tarot!

Reproduzo aqui algumas belas reflexões (e questionamentos) que um amigo me escreveu via internet. E as respostas que lhe escrevi a respeito das mesmas.

Beijãozão nocês...

Yub

 

Olá, meu Querido P!!

 

Bacana!! Belos questionamentos e reflexões. Vamos lá!

 

VC ESCREVEU:

Olá Yubertson, tudo bem?

 

YUB: tudo jóia!!!

 

P:
Há algum tempo atrás solicitei um mapa astral pra você e, após recebê-lo, lembro que comentou sobre eu poder conversar contigo por email e tirar algumas dúvidas, fazer perguntas etc, mas não sobre o mapa astral... vou aproveitar essa oportunidade (se ainda a tiver) de pedir pra que você me dê sua opinião sobre a maneira como o Tarot "funciona"... vou me explicar melhor!

 

YUB: manda vê!

 

P:
Bem... no nível de compreensão que eu tenho, nesse momento, compreendo o Tarot como uma ferramenta que é usada por uma pessoa (um oráculo) para autoconhecimento, trabalhando com questões do inconsciente coletivo, ou mesmo previsões etc. Ok, e me parece que as cartas são apenas uma "muleta" (não uso o termo num sentido depreciativo, mas apenas prático), permitindo que o oráculo então conecte-se a níveis de consciência diferentes do da vigília e possa apreender suas informações. Seguindo esse meu raciocínio, eu concluo que a peça chave é o oráculo e não as cartas (daí o fato de que uma mesma disposição de cartas, se for lida por 50 pessoas diferentes, terá provavelmente 50 interpretações diferentes, ou pelo menos nunca totalmente idênticas...).

 

YUB: pois é... uma mesma disposição de cartas, se for lida por 50 pessoas diferentes, terá ESSENCIALMENTE a MESMA interpretação. Mudará alguns detalhes aqui outros acolá. Vc pode verificar esse exemplo numa Comunidade do Orkut bem bacana. Chama-se TARO - SÍMBOLOS E ANÁLISES.

 

Lá a gente vive interpretando jogos (ou seja, mesma disposição de cartas). E, o melhor, com as pessoas que colocaram as perguntas - ao abrirem os tópicos para pedirem auxílio na interpretação de seus jogos - divulgando os resultados práticos da questão abordada. Lá vc verá que não há essa discrepância de leitura de uma mesma disposição de cartas. Se houver, tá errado. O Tarólogo está errado.

 

Não há como mudar a interpretação de um PENDURADO, por exemplo: Ele vai indicar bloqueio, obstáculo, limitações, travamentos. Em essência, portanto, a interpretação deverá ser a mesma. Porque nós, Tarólogos, interpretamos SÍMBOLOS. E não há como a gente mudar o significado essencial desses símbolos. Agora, se for apenas um VIDENTE quem está lendo uma disposição de cartas, com certeza poderá haver alterações. Porque um VIDENTE não intepreta o simbolismo das Cartas. Apenas as utiliza para "atiçar" sua vidência e tentar enxergar o que pode tá rolando ou rolará com o consulente.

 

Mas Tarólogo é BEEEEEEM diferente de um Vidente...

 

P:
Depois dessa introdução, finalmente vem a dúvida (que foi construída baseada nessa minha forma grosseira de entender o Tarot): Se a leitura depende essencialmente do animismo do oráculo, qual exatamente é a função de termos 78 lâminas diferentes, já que elas teoricamente (levando em conta minha ignorância sobre o tema) não se expressam / falam por sí próprias (digo isso levando em conta que são cartas e que não possuem "vida" ou dinamismo próprio/intrínseco - no sentido de que elas não vem e se apresentam deliberadamente e, sim, nós é que as escolhemos "aleatoriamente"?).

 

YUB: a escolha de determinadas cartas é aleatória. Ao retirarmos determinadas cartas do baralho, as quais comporão a disposição delas ao usarmos um MÉTODO de TAROT para fazer a leitura de seu simbolismo, esse ato é aleatório sim.

 

Porém, o princípio que o rege é o da SINCRONICIDADE. Não é um mero acaso desprovido de sentido o consulente tirar do baralho JUSTAMENTE as Cartas que fielmente retratam o que ele está vivendo e terá grandes chances de viver no futuro breve. Entende?

 

E a interpretação dessas Cartas retiradas aleatoriamente não é aleatória. A interpretação é baseada no estudo do simbolismo dos Arcanos e dos significados de cada Casa de cada Método por nós usado qdo jogamos o Tarot para sabermos sobre uma determinada questão. Se vc pegar alguns exemplos práticos na comunidade que te sugestionei a pesquisar, entenderá melhor. Não ficará apenas a nível teórico o seu entendimento. Te incentivo mesmo a fazer isso, meu Querido...

 

P:
Mesmo sabendo que existe um ritual e que impregnamos as cartas com nossos pensamentos no momento de embaralhá-las, seja com nossas dúvidas, angústias etc, algo ainda não "fechou a gestalt".

 

YUB: cara... não precisa de ritual algum de impregnamento de energias via pensamento ou qualquer outra coisa. Basta embaralhar e retirar as cartas, colocando-as nas respectivas Casas do Método que usaremos para compreender uma determinada questão. Tudo bem que este ato simples pode ser considerado um ritual. Mas eu estou me referindo a esse tanto de baboseira de rituais que a galera proclama como essenciais para se jogar Tarot. Não são essenciais... rsrs Vai da crença de cada Tarólogo. Mas não são essenciais.

 

Se alguém precisa de incenso durante a leitura para interpretar um jogo de Tarot, beleza. Se for fazer tal tarólogo se sentir mais conectado, mais inspirado, mais disposto a enxergar bem o que os simbolismos dos Arcanos refletirão sobre as questões do consulente, jóia. Mas não é necessário esse ritual de acender o incenso. O que o Tarólogo realmente precisa é saber interpretar os símbolos presentes nos Arcanos dentro dos significados das Casas em que estes saírem e acoplá-los à questão/dúvida do consulente.

 

P:
Enquanto te escrevo, me vem a idéia de que no nível do ego (ego para a psicologia analítica, pelo menos) não nos envolvemos com a "escolha" das cartas (no nível do ego, repito), mas, em outros níveis de consciência, e isso considerando o nível do Self, por exemplo, e o inconsciente coletivo, nós sabemos muito bem a carta que pegamos e escolhemos exatamente aquela que deve ser escolhida, levando em consideração que o fato de as cartas estarem de costas é na verdade para que o ego não influencie, racionalize e possa vir a atrapalhar o processo, pois para o Ego as cartas estão de costas, mas para o Self elas estão o tempo todo de frente! Faz sentido isso?

 

YUB: EXCELENTE!! É exatamente isso, meu Irmão!!! PERFEITO!!

 

P:

Acabei de intuir isso...

 

YUB: intuiu MUITO bem!!

 

P:
Depois de poder conversar um pouco contigo sobre isso, tenho outra dúvida, acho que menos cabeluda, também sobre o Tarot, mas deixa pra uma próxima...

 

YUB: beleza! Manda vê!!

 

Beijãozão nocê...

Yub

 

---------------------------------- 

Olá, meu Querido P!!

 

Vamos às suas novas reflexões!!

 

P:

Olá Yub, fico agradecido pelas suas respostas! Se a historinha de que "pro ego o baralho está de costas mas pro self ele está o tempo todo de frente" realmente faz sentido, então eu consegui entender a parada (finalmente)!

 

YUB: ;)

 

P:
A outra questão é mais curta, beeeem mais curta hehe. Então.... se numa tirada de cartas (e digamos que seja uma tirada de, sei lá, três cartas, cada uma simbolizando um aspecto diferente, como " a favor", "contra", etc) eu tirar uma carta qualquer, por exemplo o pendurado como você exemplificou no email anterior, seria  correto inferir que pelo fato de eu ter apenas um pendurado no baralho ele está "regendo" aquele aspecto que eu escolhi previamente mas não está regendo os outros, porque obviamente eu não tenho dois pendurados num mesmo baralho? Me explico, se for essa tirada de três cartas, sendo uma pra representar aspecto a favor, outra pra representar aspecto contra e outra pra representar possível solução pro problema, se eu tiro o pendurado para "aspecto positivo" então eu automaticamente sei que o padrão arquetipico que rege o aspecto positivo nao pode nunca reger tambem o aspecto negativo (que no caso seria o mesmo arquetipo mas na polaridade negativa), porque a proxima carta que eu vou pegar pode ser qualquer uma, MENOS, claro, a que eu acabei de pegar. Se isso for correto, não faria sentido se eu tivesse para uma tirada de três cartas, três de cada carta ou numa tirada de cinco cartas, cinco de cada carta, etc? Claro que nesse caso hipotético eu teria baralhos enormes, seria algo ridiculo, mas pelo menos assim eu daria a chance para que cada arquétipo nao fosse excluido de se manifestar mais de uma vez numa mesma tirada? A impressão que me dá (quando usamos um unico baralho)  é a que cada aspecto da minha vida é regido por uma única carta do tarô e eu não posso, obrigatoriamente, ter uma carta que acaba regendo dois aspectos diferentes....

 

YUB: belíssimo questionamento, meu Irmão!

 

Por mais que O Pendurado, por exemplo, tendo saído para representar os obstáculos, os impedimentos e as paralisações (Pendurado) existentes no passado (Casa em que ele saiu), existem outros Arcanos que podem TAMBÉM indicar obstáculos, impedimentos, paralisações. O 4 de Espadas, por exemplo, é um deles. O 8 de Espadas também (já com algum movimento, lento, de se desvencilhar dos obstáculos). Então, um mesmo arquétipo*, por exemplo, de PARALISAÇÃO, pode ser encontrado em várias Cartas (com alguns detalhes diferentes complementando tal situação de impedimento, relativos a cada Arcano) e, por isso, representar não somente o passado, como o presente e o futuro, enfim, os vários atributos das Casas que utilizou ao escolher determinado MÉTODO de Tarot.

 

*Obs.: não é de bom tom a gente dizer que cada Carta representa um Arquétipo. Um Arquétipo é algo irrepresentável. O correto é dizermos que um Arcano tende a representar um tipo específico de SITUAÇÃO ARQUETÍPICA. Ou seja, uma situação comum a todas as pessoas. Existe, por exemplo, o Arquétipo da Grande Mãe. Porém, é algo indefinível. Já uma situação arquetípica marcada pelo complexo materno é possível ser representada.

 

A Imperatriz representa a situação arquetípica do complexo materno vivido em sua função notavelmente fecunda, nutritiva, abundante. Já A Sacerdotisa revela o complexo materno marcado pela gestação, pelo mistério de gerar forças de forma oculta, sutil, não visível externamente.

 

P:
Ou será que é por isso que cada tirada do tarô é temática ou arquetipica, por natureza, e dentro disso eu tenho entao a possibilidade de manifestação de todos os arcanos? Quer dizer, eu faço uma tirada pra minha vida profissional (e tenho 78 laminas), depois outra tirada pra vida sentimental (e tenho mais 78 laminas), mas nunca faço tiradas que falem simultaneamente de vida profissional E sentimental? Ou por acaso dá? Hehe

 

YUB: para obtermos uma resposta bem objetiva e clara por meio do Tarot, precisamos fazer uma pergunta também objetiva e clara. Se for possível elaborarmos uma pergunta assim envolvendo tanto a vida sentimento quanto a profissional, utilizando-se um MÉTODO apropriado, sem problemas. Obteremos uma resposta clara sobre o que foi claramente perguntado.

 

Qualquer coisa, meu Querido, é só escrever!!

 

Beijãozão nocê...

Yub

 


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